Últimas Notícias
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06:16 - 02.07.2009
Cidade e Regiao
Eles passam por exames na santa casa da cidade
Um casal ficou gravemente ferido após cair com a moto de cima
de um viaduto, na manhã desta quarta-feira (1º), na Rodovia Washington
Luís, em São Carlos. Os dois seguiam no sentido interior-capital,
quando o condutor perdeu o controle da moto, subiu no canteiro central
e caiu do viaduto.
O casal foi levado para a santa casa da cidade, onde passa por exames.
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06:14 - 02.07.2009
Arte e Cultura
Os Jackson divulgam comunicado negando velório público ou privado do astro pop no rancho onde viveu.
LOS ANGELES - A família de Michael Jackson
divulgou no final da tarde desta quarta-feira, 1, que o corpo do astro
pop não será levado para seu rancho Neverland, em Santa Bárbara, na
Califórnia.
Entrada
do cemitário Forest Lawn Memorial Park, em Los Angeles, em cuja casa
mortuária poderia estar o corpo de Michael Jackson.
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Ao
contrário das notícias divulgadas anteriormente, a família divulgou
comunicado dizendo que não haverá velório público ou privado em
Neverland".
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O
comunicado diz ainda que "os planos para uma homenagem pública para
Michael Jackson estão sendo feitos e serão noticiados em breve".
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Na
guerra midiática em torno de notícias sobre o enterro, o velório, o
testamento e o destino dos filhos de Michael Jackson tem causado um
movimento de afirmações e desmentidos como este. Sem um porta voz
oficial da família divulgou-se que o corpo do cantor seria levado na
quinta-feira para o excêntrico rancho onde viveu por cerca de 20 anos,
para ser velado pelos fãs na sexta-feira, e pela família no domingo.
Hoje, as agências de notícias já confirmavam a presença de muitos fãs e
equipes de televisão no local, à espera da chegada dos restos mortais
do rei do pop.
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06:12 - 02.07.2009
Ciencia e Tecnologia
Durante duas tentativas de lançamento realizadas em junho, uma quantia significante de hidrogênio escapou
CABO CANAVERAL, EUA - Um teste de abastecimento
do ônibus espacial Endeavour não encontrou nenhum vazamento preocupante
do gás hidrogênio, e abriu caminho para o lançamento dentro de dez
dias, para uma missão já atrasada à Estação Espacial Internacional
(ISS), diz a Nasa.
No mês passado, um vazamento potencialmente perigoso impediu a partida da nave.
No
início da manhã desta quarta-feira, 1º, controladores de voo encheram o
tanque externo de combustível para ver se os reparos feitos haviam
tapado os vazamentos. Nenhum vazamento anormal foi registrado durante o
teste, que durou três horas, e os resultados preliminares indicam que o
reparo foi bem-sucedido, afirmou a porta-voz Candrea Thomas.
Isso
significa que a Nasa poderá tentar realizar o lançamento em 11 de
julho. O Endeavour tem a missão de entregar à ISS a terceira e última
parte de um laboratório espacial criado pelo Japão.
Durante
duas tentativas de lançamento realizadas em meados de junho, uma
quantia significante de hidrogênio escapou do tanque de combustível, a
partir de uma placa que se liga a uma linha de escoamento.
Especialistas acreditam que um erro no posicionamento da placa, de
menos de 1º, causou a falha.
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06:10 - 02.07.2009
Brasil
Internautas se organizam nas principais cidades e realizarão manifestações pela saída do presidente do Senado
SÃO PAULO - Participantes da rede de microblogs Twitter realizarão
nesta quarta-feira, 1, protestos pelo País pedindo a saída de José
Sarney (PMDB-AP) da Presidência do Senado. A manifestação virtual
começou com uma página na rede, que leva o nome do movimento e já conta com mais de sete mil seguidores. A pressão para a licença de Sarney aumentou após o DEM, o PSDB e o PDT pediram formalmente, ontem, o seu afastamento do comando da instituição até a conclusão das investigações.
As passeatas são registradas no perfil Brazilians no Twitter , com quase três mil seguidores. No Rio, o protesto foi em frente à Câmara
dos Vereadores, na Praça da Cinelandia, no centro do Rio. Manifestantes
levaram cartazes e e fotos do senador com os dizeres "fora".
O
site aponta ainda protestos em Porto Alegre: 01/07, 12h30mim, Praça da
Matriz, em Divinópolis, Minas Gerais e em São Paulo, às 19 horas, em
frente ao Museu de Arte de São Paulo (Masp), na avenida Paulista, e em
Campinas, no mesmo horário, em frente à prefeitura.
Em
Brasília, o movimento se organiza em frente ao Congresso Nacional, a
partir das 19 horas. Em Recife, na praça dos Diário (17 horas) e em
Macapá, na Praça da Bandeira, às 16 horas. Sarney é eleito pelo Estado
do Amapá.
No entanto, não há registro de manifestação
programada para São Luis, no Maranhão, cidade da família Sarney e quem
no governo do Estado a filha do senador, Roseana Sarney (PMDB).
O
site diz ainda que "aguarda organizadores" interessados em uma
manifestação no ABC paulista e que os protestos estão marcados até a
"renúncia oficial" de Sarney.
Desgaste
Na
terça-feira, Sarney viu seu apoio político ser fortemente abalado
depois que o Democratas -que o sustentou para presidente-, o PSDB e o
PDT cobraram sua licença do cargo até o final das investigações sobre o
escândalo dos atos secretos e sobre o suposto beneficiamento irregular
de familiares por parte do presidente da Casa. As três legendas somam
32 dos 81 senadores.
A ministra-chefe da Casa, Dilma
Rousseff, conversou com Sarney na terça-feira pedindo que ele não
tomasse uma decisão antes do retorno do presidente Lula.
Nesta
manhã, Sarney se reuniu com integrantes do PT, PMDB e PTB em sua
residência pessoal para analisar a situação. A bancada do PT, que está
dividida em relação ao apoio a ele, se reúne nesta tarde para definir
que posição vai tomar no caso. A bancada do PMDB divulgou nota na terça
reiterando adesão a Sarney.
Após o encontro desta
manhã, a governadora do Maranhão, Roseana Sarney (PMDB), disse que seu
pai está sendo tratado como bode expiatório na crise do Senado pois os
problemas de administração da Casa são de responsabilidade coletiva dos
senadores.
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06:08 - 02.07.2009
Economia
Balança brasileira tem superávit de US$ 4,625 bilhões no mês; no 1º semestre, saldo cresce 23,8% ante 2008
BRASÍLIA - O saldo comercial do País cresceu
para US$ 4,625 bilhões em junho, o maior valor mensal desde dezembro de
2006, segundo dados divulgados nesta quarta-feira, 1º, pelo Ministério
do Desenvolvimento, Indústria e Comércio. O saldo é também 69,5%
superior ao registrado no mesmo mês do ano passado, quando o superávit
foi de US$ 2,728 bilhões.
Em
21 dias úteis, as exportações somaram US$ 14,468 bilhões, com média
diária de US$ 689 milhões e crescimento de 15% ante maio. As
importações totalizaram US$ 9,843 bilhões, com média diária de US$
468,7 milhões e uma leve alta de 0,4% na comparação com o mês anterior.
Frente a junho de 2008, as vendas externas tiveram um desempenho 22,2%
menor, enquanto as compras caíram 38%. A corrente de comércio do mês de
junho ficou em US$ 24,311 bilhões (média diária de US$ 1,158 bilhão).
1º semestre
Com
o resultado do mês passado, o superávit acumulado no ano chegou a US$
13,987 bilhões. O dado acumulado é 23,8% superior ao saldo comercial de
US$ 11,301 bilhões registrado no mesmo período de 2008.
De
janeiro a junho deste ano, as exportações somam US$ 69,952 bilhões, com
média diária de US$ 573,4 milhões, enquanto as importações totalizam
US$ 55,965 bilhões, média diária de US$ 458,7 milhões. O MDIC não
divulgou os dados relativos às exportações e importações do primeiro
semestre do ano passado, o que permitiria a comparação do fluxo de
comércio no período, que tem caído neste ano em razão da crise
financeira internacional.
No acumulado de 12 meses,
terminados em junho (julho/2008 a junho/2009), a balança comercial
registra superávit de US$ 27,521 bilhões, o que representa uma queda de
11,6% em relação à média diária do saldo obtido nos 12 meses anteriores
(julho/2007 a junho/2008). As exportações, em 12 meses, somam US$
177,250 bilhões e as importações, US$ 149,729 bilhões.
O
MDIC fez pequenos ajustes nos saldos da balança comercial dos meses de
janeiro, março e abril. De acordo com a tabela divulgada nesta quarta,
o saldo comercial registrado em janeiro último foi um déficit de US$
529 milhões e não US$ 525 milhões, como divulgado até o dia 22 de
junho. O saldo de março, que era um superávit de US$ 1,768 bilhão, foi
corrigido para um superávit de US$ 1,766 bilhão. O superávit de abril
foi de US$ 3,709 bilhões e não de US$ 3,713 bilhões como vinha sendo
divulgado. Esses ajustes são normais.
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06:06 - 02.07.2009
Esportes
Partida no Beira-Rio termina em 2 a 2 e time alvinegro levanta a taça por ter vencido o jogo no Pacaembu
SÃO PAULO - Pela terceira vez na história, o Corinthians é campeão da Copa do Brasil. Em final mais fácil do que o esperado, a equipe jogou bem e empatou na noite desta quarta-feira a decisão contra o Internacional
por 2 a 2 no Beira-Rio, em Porto Alegre (RS). No Pacaembu, onde há duas
semanas aconteceu o confronto de ida, o time alvinegro havia ganhado
por dois gols de diferença e por isso levava boa vantagem.
Com
o título, a equipe do Parque São Jorge se credencia como a primeira
representante do País na Copa Libertadores de 2010, ano do centenário
do clube, que não disputava a competição continental desde 2006.
A
campanha corintiana na Copa do Brasil foi quase perfeita, com cinco
vitórias, quatro empates e apenas uma derrota. O time fez 16 gols e
levou apenas oito, sendo que em casa não viu suas redes serem
balançadas nenhuma vez. Ronaldo, André Santos, Dentinho, Chicão e Jorge
Henrique foram os artilheiros, com três gols cada.
O Corinthians já havia faturado a Copa do Brasil em 1995 e 2002. Com três títulos, agora só perde para Cruzeiro e Grêmio
| GOLS |
|
16
|
| Vezes o Corinthians balançou as redes dos adversários no torneio |
, que já levantaram a taça da competição quatro vezes cada.
A
conquista é a terceira de Mano Menezes no comando do clube. Ele assumiu
em dezembro de 2007 e comemorou o título da Série B do Brasileirão em
2008 e do Campeonato Paulista deste ano.
Com o triunfo, o
Corinthians ganha tranquilidade para jogar o Campeonato Brasileiro.
Após oito rodadas, ocupa a sexta posição, com 11 pontos, e pega o
Fluminense na próxima quarta-feira no Pacaembu. O Internacional,
vice-líder com 17, encara o Náutico em Pernambuco no domingo.
ARRASADOR
Tudo
indicava que a finalíssima desta quarta-feira seria uma das mais
emocionantes da história da Copa do Brasil. O Corinthians levava a
vantagem de ter vencido a partida no Pacaembu por 2 a 0, mas o
Internacional contava com a força do Beira-Rio lotado para mudar o
panorama favorável ao adversário.
No entanto, quando a bola
rolou, a festa foi da minoria corintiana presente no estádio gaúcho.
Nos primeiros minutos, empurrados pelo público, os mandantes tentaram
partir para cima, mas encontraram uma defesa sólida, que não deu nenhum
espaço.
| LANCES DA PARTIDA |
15'/1.°T IMPEDIDO - Elias toca para Jorge Henrique e ele manda para as redes, mas o árbitro já havia assinalado impedimento |
20'/1.°T
GOOOOOOL DO CORINTHIANS - É de Jorge Henrique, que abre o placar no
Beira-Rio; belo cruzamento de André Santos pela esquerda e o atacante
sobe mais do que a marcação para, de cabeça, balançar as redes em Porto
Alegre |
28'/1.°T
GOOOOOL DO CORINTHIANS - É de André Santos, que deixa o Corinthians
muito perto do título no Beira-Rio; lateral-esquerdo tabela e recebe
dentro da área para disparar na saída de Lauro; 2 a 0 para o time
paulista |
33'/1.°T
PERDEU - Ronaldo perde gol incrível no Beira-Rio; tabela rápida do
Corinthians no campo de ataque e o Fenômeno, mesmo na cara do gol,
chuta em cima do goleiro Lauro |
25'/2.°T
GOOOOOL DO INTERNACIONAL - É de Alecsandro, que diminui a vantagem do
Corinthians no Beira-Rio; ele recebe na cara do gol e dá um leve toque
na saída de Felipe para balançar as redes |
29'/2.°T
GOOOOOL DO INTERNACIONAL - É mais um de Alecsandro, de cabeça; ele sobe
na grande área mais do que a marcação adversária e desvia para empatar
no Beira-Rio |
30'/2.°T
CONFUSÃO EM CAMPO - Jogadores trocam agressões após o segundo gol do
Inter; D\'Alessandro é expulso após agredir William e Tite, por
reclamação, é excluído do jogo pelo árbitro |
37\'/2.°T EXPULSO - Elias comete falta dura no meio campo e, como já tinha o amarelo, leva o cartão vermelho |
Dessa
maneira, como gosta de jogar, nos contra-ataques, o Corinthians começou
a levar perigo. Aos 15 minutos, Elias tocou para Jorge Henrique
balançar as redes, mas o árbitro corretamente assinalou impedimento.
Mas
o time paulista não demorou para criar nova oportunidade e ter um gol
validado. Aos 20 minutos, André Santos, que foi desfalque no jogo de
ida (estava com a seleção brasileira na Copa das Confederações), cruzou
com perfeição para Jorge Henrique, que subiu mais do que a marcação e
desviou de cabeça, no canto, sem nenhuma chance de defesa para Lauro.
O
gol dos visitantes calou a torcida e abalou os jogadores do
Internacional, que pareciam perdidos em campo. E, para piorar a
situação da equipe da casa, o segundo gol veio logo depois.
Aos
28 minutos, em troca de passes em velocidade, o Corinthians envolveu a
defesa adversária e André Santos apareceu na cara do gol. Com força,
ele chutou no alto e mais uma vez venceu o goleiro Lauro: 2 a 0.
A vantagem corintiana praticamente aniquilou as chances do Inter, que precisava fazer cinco gols para levantar a taça.
Na
etapa inicial, faltou apenas o gol de Ronaldo, principal contratação
alvinegra para a temporada 2009. Aos 36 do primeiro tempo o Fenômeno
teve grande oportunidade, na cara do gol e sem marcação, mas mandou a
bola em cima do goleiro Lauro.
QUENTE
No
segundo tempo, tudo corria tranquilamente e sem grandes emoções até os
25 minutos. O Inter atacava em busca do primeiro gol de forma
desorganizada e o Corinthians controlava bem a partida.
No
entanto, o gol de Alecsandro, que tinha entrado no lugar de Glaydson,
deu novo ânimo ao Inter. Em falha da defesa, ele recebeu livre, na cara
do gol, e deu um leve toque na saída de Felipe.
Mas a confusão
generalizada teve início aos 29 minutos, quando mais uma vez Alecsandro
balançou as redes ao subir mais do que a marcação na grande área. Em
seguida, Cristian, que seria substituído, caiu no gramado para fazer o
tempo passar, o que gerou e revolta dos jogadores do Inter.
Bravo,
D'Alessandro partiu para cima de William, que o provocava apenas com
palavras e olhares. O clima esquentou de vez no Beira-Rio e o argentino
foi expulso pelo árbitro. Os técnicos Tite e Mano Menezes também
acabaram excluídos por reclamação. Com um a menos, a reação dos
mandantes esfriou.
Nem a expulsão de Elias, aos 37, fez o time
da casa conseguir exercer uma nova pressão. A partida voltou ao ritmo
normal e o time corintiano passou a apenas esperar o apito final do
árbitro para festejas.
Aos gritos de 'o Coringão voltou' e 'não
para, não para', o Corinthians levantou a taça e voltou a conquistar um
título nacional, algo que não acontecia desde 2005, quando foi campeão
brasileiro.
| Internacional |
2 |
| Lauro; Bolívar (Danilo), Índio , Danny Moraes e Kléber; Glaydson(Alecsandro), Magrão, Guiñazu e D\'Alessandro ; Taison (Andrezinho)e Nilmar |
| Técnico: Tite |
| Corinthians |
2 |
| Felipe; Alessandro, Chicão, William e André Santos (Diego ); Cristian (Boquita), Elias e Douglas ; Jorge Henrique, Dentinho (Jean ) e Ronaldo |
| Técnico: Mano Menezes |
Gols:
Jorge Henrique, aos 20, e André Santos, aos 28 minutos do primeiro
tempo, e Alecsandro, aos 25 e aos 29 minutos do segundo tempo
Árbitro: Ricardo Marques Ribeiro (Fifa/MG)
Renda: R$ 754.286,00
Público: 50.286
Estádio: Beira-Rio, em Porto Alegre (RS) |
SEM BRILHO
Na
partida de ida, o Internacional não pode contar com algumas estrelas da
equipe, como Nilmar, Kléber (na seleção) e D'Alessandro (lesionado). Os
três estiveram em campo nesta quarta e não brilharam.
Nilmar
desperdiçou algumas boas chances tanto no primeiro como no segundo
tempo. Kléber foi omisso e D'Alessandro só apareceu no momento em que
foi expulso de campo pela arbitragem.
O jovem Taison, uma das principais revelações do futebol brasileiro, também foi mal e sequer assustou Felipe.
O PRIMEIRO
Ronaldo
não foi bem no confronto desta quarta e chegou a perder duas
oportunidades claras de gol, mas a torcida corintiana não teve dúvida e
homenageou muito o craque após o jogo. Durante a campanha, ele se
destacou e foi fundamental para o título.
O Fenômeno faturou seu
primeiro título nacional no Brasil. Antes, havia comemorado um
Campeonato Mineiro com o Cruzeiro em 1994 e o Paulistão com o
Corinthians neste ano.

Torcida do Corinthians no Beira-Rio, em Porto Alegre, faz a festa com o título da Copa do Brasil 2009
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05:55 - 02.07.2009
Mundo
Cardeal de Tegucigalpa alerta para risco de conflito agravar-se, caso não se chegue a um acordo até sábado
A Igreja Católica, ao lado de outros setores da sociedade hondurenha,
prepara-se para mediar a crise. Na catedral diante da Praça de
Tegucigalpa onde ocorreram as principais manifestações na capital de
Honduras nesta semana, o cardeal-arcebispo Óscar Andrés Rodríguez
Maradiaga, principal autoridade católica de Honduras, afirmou ao Estado
que está intermediando o diálogo entre o governo de facto de Roberto
Micheletti e os aliados de Manuel Zelaya, o presidente deposto na
madrugada de domingo e expulso do país por militares.
Os
dois lados, segundo fontes na cidade, já iniciaram um diálogo para
encontrar uma solução para o impasse, após o ultimato lançado ontem
pela Organização dos Estados Americanos (OEA) para que Zelaya seja
reinstalado no poder em 72 horas (mais informações na página 19) .
"Não
posso opinar sobre o que ocorreu porque estou como negociador neste
impasse. Os dois lados estão conversando para chegar a um acordo e eu
preciso manter a neutralidade", disse o cardeal, que chegou a ser
cotado para tornar-se papa depois da morte de João Paulo II, em 2005. O
líder católico acrescentou que "há risco de conflito interno", uma vez
que os dois lados estão armados. Indagado sobre se poderia responder a
questões sobre a crise, o cardeal-arcebispo de Tegucigalpa afirmou que
não, pois isso poria em xeque a posição de negociador.
Um dos
mais respeitados deputados hondurenhos também confirmou ao Estado, sob
a condição de anonimato, que o diálogo existe e ocorre tanto em
Tegucigalpa quanto em Washington, apesar da retórica radical adotada
por Micheletti. O parlamentar integra um bloco neutro no Congresso que
se opõe às ações de Zelaya no poder, mas também considera equivocada a
forma como o presidente foi removido do poder.
"Os dois lados
querem esperar um pouco para encontrar uma solução. Com a pressão
internacional, será difícil o cenário permanecer como está. Os aliados
do governo de facto sabem disso. Já os que apoiam Zelaya têm
consciência de que o retorno não será incondicional. Provavelmente, o
ex-presidente terá de assumir uma série de compromissos formais",
disse, referindo-se às tentativas de Zelaya de mudar a Constituição
para que possa eleger-se outra vez. "O mais importante será o que os
EUA decidirem. Aqui, não interessa nada o que Brasil, Venezuela,
Europa, Argentina e Equador digam. Se os americanos pressionarem, todos
cedem, pois dependemos dos EUA."
ADIAMENTO
Zelaya
viria ao país hoje, mas adiou a viagem para o sábado, quando expira o
ultimato da OEA. Até lá, estimam analistas, as partes já deverão ter
chegado a um acordo.
A comissão do governo de Micheletti que
embarcou para os EUA buscará justamente participar dessas negociações e
não apenas levar seus argumentos a Washington. A redução das
declarações de Zelaya - que viajou ontem para o Panamá onde participou,
como chefe de Estado hondurenho, das cerimônias de posse do presidente
Ricardo Martinelli - também teria ocorrido por recomendação dos
mediadores.
Os dois principais candidatos a presidente de
Honduras, Porfírio Pepe Lobo, do Partido Nacional, e o ex-presidente
Elvin Santos, do Partido Liberal (o mesmo de Zelaya), mantêm cautela e
não se envolvem nos debates. Segundo analistas, os dois sabem que,
neste momento, o melhor é não tomar partido e facilitar o diálogo nos
bastidores. Santos deixou o cargo de vice para poder se candidatar à
presidência, em eleições que ocorrem em novembro. Sua relação com
Zelaya não era boa.
Uma das saídas possíveis seria a antecipação
da eleição, já que os dois candidatos, "não estão contaminados" por
nenhum dos dois lados na disputa. Já o organismo de direitos humanos de
Honduras propôs ontem a realização de um plebiscito para decidir se
Zelaya pode ou não permanecer no cargo.
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05:53 - 02.07.2009
Politica
Peemedebista espera volta do presidente ao Brasil para decidir se deixa ou não o comando do Senado
Para sobreviver no cargo, o senador José Sarney (PMDB-AP) emparedou
ontem o PT e tornou o Palácio do Planalto sócio de sua crise. Diante da
sugestão de afastamento do comando da Casa, apresentada pela manhã por
senadores petistas, o presidente do Senado ameaçou renunciar ao cargo,
fato que desencadearia um processo sucessório fratricida e abalaria a
aliança PT-PMDB em 2010.
A
manobra de Sarney foi a senha para que o presidente Luiz Inácio Lula da
Silva iniciasse uma operação de "enquadramento" do PT para salvar o
aliado. Horas depois de decidir engrossar o coro pelo afastamento de
Sarney - alvo de denúncias reveladas pelo Estado -, o PT voltou atrás.
Às 22h15 de ontem, ao deixar a casa de Sarney, o senador Renan
Calheiros (PMDB-AL) selou o tom da resistência à renúncia: "Foi
importante a decisão do PT (o recuo). O que está em jogo é 2010".
O
líder da legenda no Senado, Aloizio Mercadante (SP), capitaneou a
visita, na noite de ontem, da bancada dos "arrependidos" à casa de
Sarney. "A renúncia é uma possibilidade que ele pode vir a tomar. Mas,
no nosso ponto de vista, não é a melhor escolha, porque a crise não
pode ser atribuída a ele. Desses 14 anos de atos secretos, ele foi
presidente por quatro anos. Não é justo", disse Mercadante, ao fim do
encontro.
Respaldado pelo PT, Sarney avisou, como novo fôlego,
que só decidirá sobre sua permanência ou não no posto depois de uma
conversa reservada com Lula. No início da noite de terça-feira, o
presidente já havia escalado a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil)
para falar com Sarney e pedir explicitamente que ele não tomasse
nenhuma decisão sobre afastamento do cargo antes da conversa marcada
para hoje - Lula participava do encontro da União Africana, na Líbia.
A
primeira conversa com o PT ocorreu logo cedo, quando Sarney recebeu em
sua casa Mercadante e a líder do governo no Congresso, senadora Ideli
Salvatti (PT-SC). Diante da proposta para que se afastasse do cargo
enquanto durasse a apuração das denúncias, o presidente foi taxativo:
"Licença eu não aceito. Ou me afasto de vez, ou fico no cargo com o
apoio de vocês". Na véspera, sete petistas dos 12 da bancada haviam
defendido com veemência o afastamento de Sarney, em reunião da bancada
que se estendera até a meia-noite.
Apesar das articulações
políticas que antecederam os encontros marcados para hoje - haverá
também uma reunião de Lula com a bancada do PT -, senadores e
assessores do Planalto deram ontem como certo que Sarney renunciará ao
cargo depois da audiência com Lula. "O que está em negociação é a
garantia de que o senador deixa a presidência e o PT põe um ponto final
nas retaliações contra ele, aliados políticos e familiares", disse um
ministro ao Estado, supondo que fontes petistas fornecem denúncias à
mídia desde que Tião Viana (PT-AC) foi derrotado por Sarney na disputa
pelo comando da Casa.
Aliados de Sarney deram outra versão: "Ele
quer ficar para mostrar que o DEM é o grande parceiro do
ex-diretor-geral Agaciel Maia nos desmandos administrativos do Senado",
afirmou um senador próximo ao peemedebista.
O clima na bancada
do PMDB é de revolta com a "traição" do DEM e de vingança. Além de
escalar uma tropa de choque para detratar os adversários que entoaram o
"fora Sarney", o PMDB vai operar para que toda a artilharia contra o
partido se volte para o DEM, a primeira-secretaria e o senador Arthur
Virgílio (PSDB-AM). Os peemedebistas entendem que a crise é de natureza
administrativa e que quem tem de responder é o partido que comandou a
primeira-secretaria na última década: o DEM.
Apostando na
"normalidade", o gabinete da presidência até divulgou a agenda de baixo
risco político para hoje: Sarney participa de sessões solenes e recebe
o presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Gilmar Mendes, e uma
delegação do Comitê Central do Partido Comunista da China. Agendou
também a presença no comando da Mesa na sessão do plenário, a partir
das 16h.
Ontem, o grupo de Sarney manifestou alívio pela decisão
do primeiro vice-presidente, Marconi Perillo (PSDB-GO), de encerrar a
sessão plenária logo após a abertura, em razão da morte do deputado
José Pinotti (DEM-SP). "Na minha casa o doutor Pinotti era santo de
altar. Senti grande vazio com seu falecimento." Quando José Nery
(PSOL-PA) ameaçou tratar da crise, o primeiro-secretário, Heráclito
Fortes (DEM-PI), reagiu: "A sessão não é para falar da crise. Fale
sobre Pinotti." A sessão terminou sem ataques.
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